Genética

Mutações Genéticas - Doenças Genéticas

Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

Síndrome de Rett

História


Esta síndrome foi descoberta em 1966 pelo Doutor Andréas Rett de Viena, Áustria. Ao final de 1983, Dr. Bengt Hagberg da Suécia junto com outros colegas de França e de Portugal publicaram em inglês, numa revista de grande difusão, uma revisão da Síndrome, que compreendia 35 casos.

 

Em Janeiro de 1985, Dr. Rett visitou o Instituto John F. Kennedy para meninos inválidos em Baltimore, Maryland, onde o Dr. Hugo Moser organizou a primeira conferência nos Estados Unidos.

 

A Associação Internacional da Síndrome de Rett conseguiu que o Dr. Rett examinasse 42 meninas diagnosticadas como casos ponteciais da síndrome. A reunião levou a um aumento intenso do conhecimento da síndrome e seus formatos, e mais suas formas de manifestações nos Estados Unidos.

 

O que é?

 

A síndrome de Rett é um conjunto de sintomas que aparecem na infância, causada por uma anomalia no gene mecp2, que conduzem a uma severa e complexa descapacidade em contraste com o desenvolvimento normal temporal sem uma explicação etiológica.

 

Pode-se considerar como um “transtorno secundário do movimento” devido a não haver debilidade ou dano nas áreas motoras primárias, porém nos mecanismos usados para o controlo final das informações do córtex cerebral.

 

Sintomas/Modificações Físicas

 

Esta doença genética padece de uma evolução ao longo da infância do afectado:

  • 1º Estágio: O diagnóstico ainda não pode ser confirmado, mas frequentemente, estas crianças são diagnosticadas, como portadoras de autismo ou de paralisia cerebral – O aparecimento das aquisições motoras grosseiras (sentar, ficar em pé, andar) pode ser muito demorado ou apenas levemente atrasado.
  • 2º Estágio: Entre o 2º e 5º ano – As características do desenvolvimento motor grosseiro continuam a ser significativamente melhoradas, ao contrário do desenvolvimento motor fino e do desenvolvimento mental que permanecerão estacionários ou podem regredir – Podem surgir problemas físicos, perda da função das mãos e a crescente intensidade no esfregar das mãos.
  • 3º Estágio: Algumas crianças poderão obter melhorias ao nível dos movimentos manuais – Incapacidade presente da marcha; tempo de reacção muito retardado; problemas de coordenação óculo manual; total ou quase total inabilidade de comunicação verbal; exprimem, pelo olhar diferentes emoções e estados de espírito, etc.
  • 4º Estágio: Atingido na puberdade: podem melhorar muito ao contacto afectivo; controlar as crises convulsivas; agravamento da escoliose, das posturas viciosas, das tendências ao emagrecimento; alterações tróficas e distúrbios circulatórios nos membros inferiores.

consequências da síndrome de Rett

 

Tratamento

 

O processo de intervenção em crianças e jovens com síndrome de Rett, deve envolver uma equipa multidisciplinar constituída por:

  • Médicos (para realizar o diagnóstico clínico, o controle medicamentoso das crises epilépticas, etc.);
  • Fisioterapeutas (para trabalhar a marcha, espacidade, contraturas, deformidades articulares);
  • Professores/Educadores (para melhorar o nível cognitivo, sócio-afectivo e motor);
  • Terapeutas da fala (para auxiliar na assistência à alimentação, e realizar exercícios preparatórios de linguagem);
  • Psicólogos (como suporte emocional aos pais, assim como para criar novos canais de comunicação).

A intervenção deve ser organizada e estruturada: os técnicos envolvidos no processo deverão trabalhar em articulação no sentido de melhorar a qualidade de vida da criança/jovem com síndrome de Rett.

 

Deverá trabalhar-se a cognição, a comunicação, o nível motor, a parte sócio – afectiva; recorrendo à estimulação global, à intervenção precoce, à terapia pela música, à psicomotricidade, à hipoterapia, à terapia pela arte, à hidroterapia, à terapia ocupacional, à terapia da fala, etc.

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico desta enfermidade baseia-se em:

  • Critérios necessários (presentes em todas as pacientes):
    • Desenvolvimento pré-natal (antes do nascimento) e perinatal (pouco tempo depois de nascer) aparentemente normal;
    • Desenvolvimento psicomotor normal até os 6 meses de idade;
    • Perímetro cefálico (circunferência da cabeça) normal ao nascimento;
    • Desaceleração do perímetro cefálico após 6 meses de idade;
    • Perda do uso propositado das mãos;
    • Movimentos manuais estereotipados (torcer, aperta, agitar, esfregar, bater palmas, "lavar as mãos" ou levá-las à boca);
    • Afastamento do convívio social, perda de palavras aprendidas, prejuízos na compreensão, raciocínio e comunicação.
  • Critérios de suporte (presentes em algumas pacientes):
    • Distúrbios respiratórios em vigília (hiperventilação, apnéia, expulsão forçada de ar e saliva, aerofagia);
    • Bruxismo (ranger os dentes);
    • Distúrbios do sono;
    • Tónus muscular anormal;
    • Distúrbios vaso - motores periféricos (pés e mãos frios ou cianóticos);
    • Cifose/escoliose progressiva;
    • Retardo no crescimento;
    • Pés e mãoes pequenos e finos.
  • Critérios de exclusão (ausentes nas pacientes):
    • Órgãos aumentados (organomegalia) ou outro sinal de doenças de depósito;
    • Retinopatia, atrofia óptica e catarata;
    • Evidência de dano cerebral antes ou após o nascimento;
    • Presença de doença metabólica ou outra doença neurológica progressiva;
    • Doença neurológica resultante de infecção grave ou trauma craniano.
publicado por Equipa do Blog às 20:25

Síndrome de Edwards ou trissomia 18

O que é?

 

A síndrome de Edwards ou trissomia 18, é uma síndrome genética resultante de trissomia do cromossoma 18, isto é, uma mutação cromossómica numérica ao nível do cromossoma 18 que ganha um outro cromossoma que anteriormente não possuía, esta ocorre em média 1 em cada 6000 nados vivos. Mais de 90% dos portadores deste extra cromossoma terão a trissomia completa e os outros terão uma mutação originária da translocação de cromossomas. Ela foi descrita inicialmente pelo geneticista britânico John H. Edwards.

 

Estes sintomas têm uma incidência mais focalizada no sexo feminino, mas calcula-se que 95% dos casos de trissomia 18 resultem em abortos espontâneos durante a gravidez. Um dos factores de risco é idade avançada da mãe. A esperança de vida para as crianças com síndrome de Edwards é baixa, mas já foram registados casos de adolescentes com 15 anos portadores da síndrome.

 

bebé com trissomia 18

 

Independente da idade, tem risco de ter um defeito cromossómico em seu feto. A maioria dos pacientes com a trissomia do cromossoma 18 apresenta trissomia regular sem mosaicismo, isto é, cariótipo 47, XX ou XY, +18. Entre os restantes, cerca de metade é constituído por casos de mosaicismo e outro tanto por situações mais complexas, como aneuploidias duplas, translocações. Destes, cerca de 80% dos casos são devidos a uma translocação envolvendo todo ou quase todo o cromossoma 18, o qual pode ser herdado ou adquirido de novo a partir de um progenitor transportador.

 

Estudos recentes demonstram que, na maior parte dos casos (85%), o erro ocorre na disjunção cromossómica da meiose materna, e somente 15% da meiose paterna. O primeiro caso de trissomia 18 foi descrito por Edwards, no ano de 1960, daí o nome Síndrome de Edwards.

 

Sintomas e modificações

 

Esta síndrome genética pode ser diagnosticada ao nascimento, ou mesmo algum tempo depois, a partir dos aspectos físico do paciente (por se tratar de uma síndrome extremamente complexa, as más formações descritas na literatura são diversas, seguramente mais de 150), os quais podem variar ligeiramente, mas que constituem um quadro sintomático anatómico e fisiológico comuns:

  • Hipertonia (característica típica);
  • Estatura baixa;
  • Cabeça pequena, alongada e estreita;
  • Zona occipital muito saliente;
  • Pescoço curto;
  • Orelhas baixas e mal formadas;
  • Defeitos oculares;
  • Palato alto e estreito, por vezes fendido;
  • Lábio leporino;
  • Maxilares recuados;
  • Esterno curto;
  • Mão cerrada segundo uma forma característica (2º e 5º dedos sobrepostos, respectivamente, aos 3º e 4º dedos);
  • Pés virados para fora e com calcanhar saliente;
  • Rugas presentes na palma da mão e do pé, ficando arqueadas nos dedos;
  • Unhas geralmente plásticas;
  • Acentuada má formação cardíaca;
  • Anomalias renais (rim em ferradura)
  • Anomalias do aparelho reprodutor.
  • Hirsutismo.

As características principais da síndrome são: atraso mental, atraso do crescimento e, por vezes, malformação grave do coração. O crânio é excessivamente alongado na região occipital e o pavilhão das orelhas apresenta poucos sulcos. A boca é pequena e o pescoço geralmente muito curto. Há uma grande distância intermamilar e os genitais externos são anómalos. O dedo indicador é maior que os outros e flexionado sobre o dedo médio. Os pés têm as plantas arqueadas e as unhas costumam ser hipoplásticas. Não há tratamento específico e conhecido por Síndrome de Edward.

 

Cerca de 30% dos portadores da Síndrome de Edwards demonstram algum comprometimento do sistema nervoso central, sendo os mais frequentes: alteração do padrão dos giros cerebrais, alterações morfológicas cerebrais, anomalias do corpo caloso e hidrocefalia. Os pacientes apresentam, normalmente, atrofia cerebral de graus variados, demonstrada na tomografia axial.

 

Testes de diagnósticos

 

Pode ser diagnosticada através de ultra-sons durante a gravidez pode detectar anomalias, porém, isto pode ser confirmado através da realização de uma amniocintese.

 

As crianças nascidas com trissomia 18 apresentam, normalmente, um tamanho reduzido ao nascimento. Após o nascimento, médicos especializados conseguem identificar a doença através da observação das seguintes características: protuberância na parte posterior da cabeça, fissuras mais acentuadas na parte exterior dos olhos, boca e maxilar de dimensões reduzidas, orelhas modificadas, alteração ao nível do tamanho do punho e dos seus respectivos dedos.

 

Tratamento

 

Não há tratamento para a síndrome de Edwards, mas tratamento através de medicamentos para combater alguns dos sintomas são indispensáveis.

 

O tratamento desta doença está direccionado para a proveniência de uma boa nutrição e o tratamento de infecções que são bastantes frequentes e ainda medicamentos que possibilitem um melhor funcionamento do coração do doente.

 

Muitas das crianças nascidas com esta doença apresentam uma grande dificuldade nas questões da alimentação, assim sendo a comida pode ser fornecida através de tubos intra-gástricos ou directamente através de uma gastrostomia.

 

Para além da parte física do tratamento, é indispensável um bom acompanhamento emocional e psíquico através dos familiares e amigos. As crianças possuem uma esperança de vida muito curta, muitas delas não sobrevivem para além de um ano de vida.

publicado por Equipa do Blog às 09:36

Síndrome de Williams

História

 

O nome desta síndrome vem do médico, Dr. J.C.P. Williams que a descreveu em 1961 na Nova Zelândia e pelo Dr. A. J. Beuren da Alemanha em 1962.

 

Em que consiste?

 

A Síndrome de Williams, também conhecida como síndrome Williams-Beuren, é uma desordem genética que, talvez, por ser rara, frequentemente não é diagnosticada. A transmissão desta doença não é herditária. E pode afectar ambos os sexos.

rapaz com síndrome de Williams

 

Tratamento e Consequências/Efeitos secundários

 

É muito importante identificar portadores desta síndrome logo na infância, pois, tem influência em diversas partes do desenvolvimento cognitivo, comportamental e motor.

 

As medidas preventivas devem-se iniciar logo após o diagnóstico com um estudo minucioso para descarte de anomalias do coração e rins. É necessário monitorar frequentemente a hipertensão arterial, incluindo a avaliação da tensão arterial nos quatro membros.

 

A otite crónica exige avaliações auditivas frequentes e quando necessário o envio para uma consulta de otorrinolaringologia. O tratamento de problemas dentários necessita da profilaxia da endocardite. Face às infecções urinárias frequentes torna-se necessário avaliar a função renal periodicamente e realizar um estudo minucioso na infância e na adolescência.

 

Na adolescência, para além de se manter a vigilância dos sistemas já descritos, deve-se pesquisar a presença de escoliose e contratura das articulações. Os problemas alimentares observados nos mais novos são ultrapassados, sendo a obesidade encontrada em 29% dos adultos. O comportamento e aproveitamento escolar, quando problemáticos carecem de medidas de apoio. A ansiedade pode estar associada à úlcera péptica e a litíase biliar é um diagnóstico possível em doentes com dores abdominais.

 

As crianças portadoras desta síndrome apresentam uma grande sociabilidade, entusiasmo, grande sensibilidade, uma memória fantástica para pessoas, nomes e locais; ansiedade, medo de alturas, preocupação excessiva com determinados assuntos ou objectos, distúrbios do sono. Muitas crianças com esta síndrome demonstram medo ao escutarem ruídos de bater palmas, liquidificador, avião, etc., por serem hipersensíveis ao som.

 

É normal crianças com esta síndrome serem amigas de adultos e procurarem a companhia deles, ao mesmo tempo têm dificuldade em fazer amizades com outras crianças da sua idade.

 

 

Sintomas/ Modificações físicas

 

A síndrome de Williams é uma doença caracterizada por "face de gnomo ou fadinha”.

Os portadores desta doença têm um nariz pequeno e empinado, cabelos encaracolados, lábios cheios, dentes pequenos e um sorriso frequente. Estas crianças normalmente têm problemas de coordenação e equilíbrio,

 

Pois apresentam um atraso psicomotor. O seu comportamento é sociável e comunicativo e utilizam expressões faciais, contactos visuais e gestos na sua comunicação.

 

Na maioria dos casos infantis (durante o primeiro ano de vida), as crianças têm dificuldade em se alimentar, ficam irritadas facilmente e choram muito.

 

Embora comecem a falar tarde, por volta dos 18 meses, demonstram facilidade em aprender rimas e canções, demonstrando muita sensibilidade musical e concomitantemente boa memória auditiva.

 

O seu desenvolvimento motor é mais lento, demorando mais tempo que o normal a começar a andar, e têm grande dificuldade em executar tarefas que necessitem de coordenação motora tais como: cortar papel, desenhar, andar de bicicleta, atar os atacadores, etc..

publicado por Equipa do Blog às 09:18

Sindrome de Marfan

O que é?

 

A síndrome de Marfan é uma doença genética que afecta o tecido conjuntivo (são responsáveis pelo estabelecimento e manutenção da forma dos órgãos, ossos e ligamentos do corpo), tornando-os mais frágeis.

 

Sintomas

 

A síndrome de Marfan é uma doença genética associada a deficiências do tecido conjuntivo (desempenha uma função de suporte nos diversos órgãos do corpo).


A síndrome de Marfan é causada por mutações no gene FBN1 (fribilina-1), localizado no cromossoma 15.

 

Esta doença afecta principalmente três sistemas humano: o sistema esquelético, cardiovascular e ocular.


Relativamente ao sistema esquelético, o indivíduo apresenta elevada estatura, escoliose (a coluna vertebral em vez de estar na vertical, tem um formato de “S”), braços e mãos longas e deformação torácica.

No sistema ocular, o indivíduo apresenta miopia e deformação nalguns constituintes do olho.

E no sistema cardiovascular, apresenta alterações na válvula mitral e dilatação da aorta, isto é, a artéria aorta torna-se mais espessa e mais frágil. Isto pode conduzir à dissecção aórtica (a artéria rasga-se), provocando problemas cardíacos graves, como a morte súbita.

 

Testes de diagnóstico

 

Esta doença é difícil de diagnosticar porque não existe um teste laboratorial específico. Para além disso, a maioria das pessoas não apresenta todos os sintomas e complicações da doença.

Normalmente, são feitos exames por especialistas de cardiologia, oftalmologia, ortopedista e um médico genecitista.

  • O cardiologista executa um ecocardiograma (é um exame que permite observar no ecrã e em papel a estrutura e funcionamento do coração);
  • O oftalmologista executa uma biomicroscopia ocular (técnica que permite a observação tridimensional dos tecidos oculares);
  • O ortopedista e/ou o médico geneticista fazem uma análise ao sistema esquelético;
  • Também é analisado o historial médico da família.

Esta série de testes é importante, não apenas na determinação do diagnóstico, mas também na detecção de problemas.

 

Tratamento

 

Ainda não existe cura para a síndrome. Por isso, os exames que são feitos tentam melhorar o prognóstico e aumentar o tempo de vida dos indivíduos afectados.

Mesmo assim, são feitos alguns tratamentos:

  • Ecocardiograma, para monitorizar o tamanho do coração e da aorta;
  • Podem ser prescritos fármacos para baixar a pressão arterial e reduzir o stress na aorta;
  • Acompanhamento periódico de um oftalmologista;
  • Pode ser prescrito o uso de óculos ou lentes de contactos para corrigir alguns defeitos visuais;
  • Acompanhamento regular do sistema esquelético;
  • Pode ser prescrito o uso de uma cinta ou, em casos mais graves, cirurgia ortopédica;
  • Aconselha-se a não fazer exercício físico intenso, para não danificar ainda mais a artéria aorta;
  • Os doentes não devem fumar.

 

Locais de tratamento

 

  • Genetest, Rua Dr. Roberto Frias, Porto.

 

Curiosidades

 

  • A doença afecta, no mundo, um indivíduo em cada 10.000.
  • Trata-se de uma doença autossómica dominante, isto é, basta apenas o filho herdar um gene de um dos progenitores para contrair a doença. Por isso é hereditária.
    • O filho tem 50% de probabilidade de não apresentar a síndrome, se um dos progenitores for portador e o outro não apresentar nenhum gene da síndrome de Marfan.
    • O filho tem 100% de probabilidade de contrair a doença, se os dois progenitores forem portadores.
  • A doença deriva de uma mutação no gene FBN1 (fribilina-1), localizado no cromossoma 15.
  • Pensa-se que esta doença afectou grandes figuras históricas, como o imperador romano Júlio César, Abraham Lincoln e Osama Bin Laden.
publicado por Equipa do Blog às 09:15

Hermafroditismo

O que é?


Chama-se hermafrodita (do nome do deus grego Hermafrodito, filho de Hermes e de Afrodite – respectivamente representantes dos géneros masculino e feminino) um ser ou animal que possui órgãos sexuais dos dois sexos, numa espécie dióica (ou seja, em que normalmente os sexos se encontram em indivíduos separados) podem aparecer indivíduos hermafroditas.

 

Produz-se pela fusão de dois zigotos de sexos diferentes. Isto é, primeiro um espermatozóide fecundaria um óvulo e depois outro espermatozóide fecundaria um outro óvulo. Os zigotos formados estariam destinados a serem gémeos, mas acabam fundindo-se e se tornando um único indivíduo que, geneticamente, é mulher e homem ao mesmo tempo. Desconhece-se a causa desta fusão.

Nas espécies em que o sexo feminino é o primeiro a se tornar activo, diz-se que a espécie é protogínica. No caso inverso, diz-se protândrica.

 

Sintomas/Modificações Físicas

 

Os hermafroditas têm tanto tecido ovárico como testicular. Os genitais externos são ambíguos e possuem componentes de ambos sexos. As pessoas hermafroditas podem ter aparência tanto feminina como masculina.

 

Tratamento

 

A designação precoce do sexo é importante para o bem-estar emocional da pessoa. Em grande parte, a decisão tem como base mais o potencial correctivo da genitália ambígua que os determinantes cromossómicos. Uma vez tomada a decisão sobre o sexo, não deverá haver mais dúvidas no ambiente familiar a respeito do sexo da criança, a partir desse momento.

 

A cirurgia correctiva é empregada para reconstruir a genitália externa. Em geral é mais fácil reconstruir-se a genitália feminina e a facilidade dessa reconstrução é muito importante na determinação do sexo da criança.

 

Curiosidades

 

Sabia que:

  • O hermafroditismo é a oitava doença mais rara do mundo?
  • Apenas estão documentados cerca de 500 casos em todo mundo, por isso ser uma doença ainda desconhecida por muitos?

publicado por Equipa do Blog às 08:57

Trissomia do Triplo X

O que é?

 

A trissomia do triplo X é uma anomalia cromossómica numérica, isto é, é uma alteração ao nível do genoma normal de um indivíduo, com a adição de um cromossoma sexual X extra. São resultantes de uma não disjunção no momento da meiose tanto materna como paterna.

 

A trissomia do X (47, XXX) ou síndrome do triplo X só ocorre em mulheres, sendo elas reconhecidas assim, como super fêmeas. As portadoras dessa doença genética são fenotipicamente normais, não apresentando assim nenhuma diferença ou aberração na sua aparência física. Nas células 47, XXX, dois dos cromossomas X são inactivados e de replicação tardia.

 

A síndrome do triplo X é uma aberração cromossómica numérica que atinge 1 em cerca de 800 a 1.000 mulheres.

 

Classes de trissomias do triplo X:

Como sugere o nome, a anomalia confere ao portador um ou mais cromossomas X extra. Existem três tipos principais de ocorrência desta anomalia:

  • 47,XXX. é a mais comum (1:1000-2000);
  • 48;XXX, possuem um retardamento mental mais acentuado;
  • 49,XXXXX, possuem as mesmas características dos triplo e tetra X. Porém como são penta X, possuem um retardamento mental mais acentuado, pois quanto maior o número de X maior será o retardamento mental.

Sintomas e modificações

 

Algumas pacientes podem ter convulsões epilépticas. Num lar para pacientes epilépticos, 2 de 209 pacientes tinham o cariótipo XXX. Não se pode determinar definitivamente o quanto o cariótipo XXX aumenta a propensão a psicoses, mas alguns autores avaliam a taxa de psicoses tipo esquizofrenia como sendo aumentada três vezes.

 

Os estudos de acompanhamento mostraram que as mulheres XXX sofrem as alterações da puberdade numa idade apropriada, mas há relatos de puberdade precoce em certas pacientes. Algumas deram à luz crianças, e estas são praticamente todas cromossomicamente normais. Há défice significativo do desempenho em testes de QI, e cerca de 70% dos pacientes têm problemas de aprendizagem graves.

 

As mulheres portadoras dessa síndrome apresentam um cromossoma X a mais, apresentando um cariótipo com 47 cromossomas: 47 XX X. Quase todos os erros relacionados à essa síndrome ocorrem durante a ovulogénese pela não disjunção dos cromossomas. Quanto mais cromossomas X a mulher possuir, maior será o índice de retardo mental que ela possuirá. Também conhecida como Síndrome de Jacob, a síndrome do triplo X tem como característica não demonstrar sintomas. As mulheres portadoras podem dar origem a crianças perfeitamente normais. As crianças que possuem essa doença não apresentam os sintomas logo após o nascimento, mas podem apresentar baixo peso. Esta síndrome só ocorre em mulheres, nas quais são fenotipicamente normais, não apresentando assim, nenhuma diferença na sua aparência física.

 

Testes de diagnóstico

 

Algumas mulheres com trissomia do X são identificadas em clínicas de infertilidade e outras em instituições para retardados mentais, mas provavelmente muitas permanecem sem diagnóstico.

 

 

Curiosidades

 

  • A trissomia do X e as síndromes mais raras de tetrassomias do X (48,XXXX) e pentassomia do X (49,XXXXX) são os equivalentes na mulher da síndrome de Klinefelter masculina.
  • A síndrome de tetrassomia do X está associada a atraso mais grave do desenvolvimento físico e mental, e a síndrome de pentassomia do X, assim como o XXXXY, geralmente inclui grande retardo do desenvolvimento com múltiplos defeitos físicos que lembram a síndrome de Down.
  • A primeira mulher conhecida com a trissomia do triplo X chamava-se Patrícia A. Jacobs no hospital de zona oesta de Edinburgh na Escócia, no ano de 1959. Foi encontrada ao seus 35 anos de idade, medindo 1,76 metros e pesando 58kg, esta mulher tinha ovulação prematura aos 19 anos de idade. Na data da sua concepção os seus pais tinham ambos 40 anos de idade, o que pode explicar o aparecimento desta não-dinjunção cromossómica.
publicado por Equipa do Blog às 08:36

mais sobre mim

Maio 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
29
30

pesquisar

 

arquivos

comentários recentes

mais comentados

blogs SAPO


Universidade de Aveiro

subscrever feeds